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" O mais pequeno virá a ser mil e o mínimo um povo grandíssimo; eu, o Senhor, a seu tempo o farei prontamente. "

(Esdras 8:22)


Preparados para o nosso momento na presença do Senhor


Introdução

1. Há determinadas situações nas quais não temos o poder de escolher quem vai se sentar de frente para nós à mesa do almoço ou jantar. O que você faz qdo alguém que é seu adversário, ou que parece lhe odiar sem motivo, trabalha junto com você, senta nessa ao lado da sua na escola, ou então mora no apto enfrente ao seu?

2. Leia (Ester 4:8-17). O momento crucial para a rainha Ester aconteceu 3 dias depois que ela pediu a Mordecai e aos judeus de Susão que se juntassem a ela no jejum urgente. Foi naquele dia que a rainha Ester colocou as vestimentas reais, as favoritas do rei, e entrou na sala do trono do palácio sem ser convidada.

3. O rei Assuero tinha muitos inimigos, como também tinha bons soldados como guarda-costas, e se alguém aproximasse do rei sem autorização prévia, mesmo que fosse a rainha, seria morto, por proteção exclusiva ao rei.

4. Portanto, o risco que a rainha Ester corria era muito grande. Ela só tinha alguns segundos antes de os guardas atacarem, e apenas a ordem verbal do rei poderia revogar a sentença de morte automática.

5. Assim como a rainha Ester se preparou 12 meses para estar na presença do rei, agora ela também prepara por 3 dias o seu coração e sua vida para entrar na corte sem ser convidada. E, no momento que o rei Assuero a viu, ela recebeu o favor dele, ao tocar no cetro de ouro erguido pelo rei. Leia (Ester 5:1-5).

6. O interessante é que embora o rei Assuero ofereceu metade do reino para a rainha Ester, embora chegou o momento de acusar a Hamã, a rainha Ester não tem pressa, nem deseja vingança, ela apenas preferiu convidar ao rei e o primeiro ministro, o seu pior inimigo Hamã, para um banquete especial.

7. De acordo com o costume persa, mulheres e homens raramente iam juntos a banquetes públicos, e, em geral, a única mulher que comia junto com o rei nas refeições particulares era a rainha e assim mesmo, se o rei quisesse ou ordenasse.

8. Por isso o convite a um banquete oferecido pela rainha ao rei fora do ambiente normal dele, ou dela, e pelo fato de convidar o primeiro ministro, era algo que não tinha precedentes. Era um plano estratégico de Deus(Pv.21:1).

9. Embora a rainha Ester não tivesse controle sobre Hamã, ela tinha uma grande influência com o rei Assuero, e com o preparar do banquete, ela desarmou a Hamã, deixando-o orgulhoso pelo convite e ao mesmo tempo, impotente naquele ambiente particular.

10. Enquanto jejuava, a rainha Ester preparou um banquete deslumbrante, pois ela bem sabia como agradar o paladar do rei. Ela não se abalou com a presença do seu pior inimigo Hamã, nem se concentrou nele.

11. A rainha Ester não acusou Hamã, não se precipitou, contando imediatamente ao rei o que a preocupava. Não provocou as suas emoções ou tentou manipulá-lo explodindo em lágrimas ao contrário, concentrou-se em agradar ao rei Assuero.

12. É irônico que Hamã não fazia ideia de que a rainha Ester estava preparando com inteligência o seu fim naquele momento, com aquele excelente banquete. Observe que novamente o rei lhe oferece a metade do seu reino.

13. Ela por sua vez, simplesmente convidou ao rei Assuero e seu primeiro ministro Hamã para outro banquete no dia seguinte cfe. (vs.6-8). A rainha Ester sabia que Deus faria o inesperado.

14. O rei Assuero pode governar o reino da Pérsia e Hamã pode assinar decretos com o sinete oficial do monarca, mas é o Senhor quem controla toda a situação. No centro do Seu plano divino, a rainha Ester se torna invencível.

aplicação

1. Leia (Rm.8:31) ? Visto que Deus é a poderosa salvação dos Seus filhos que força poderá prevalecer contra eles? O ap. Paulo e outros crentes primitivos, sofriam pelo próprio fato de serem discípulos de Jesus, o que era uma espécie de insulto final lançado por um mundo ímpio e perturbado.

2. Todavia, eles estavam assegurados de que o Senhor estava ao lado deles, e isso era garantia do bem final. Isto significa que não pode haver inimigos bem sucedidos, pois, ainda que tais inimigos sejam muitos e poderosos.

3. Não podemos escapar do conflito, mas o desígnio de Deus controla todas as coisas, e a vitória nos é assegurada previamente por Ele mesmo. Ele trabalha nossa fé, paciência, nossas circunstâncias e os inimigos.

4. Qdo tiver de enfrentar um inimigo sem princípios, controle o seu ritmo: resista à nossa tendência de resolver as coisas. Não se apresse, aguarde a estratégia do Senhor. Não quebre o processo Dele(Pv.16:7).

5. A maioria de nós já vai chorando, deprimido, tentando manipular o favor do Rei, e nesse caso é possível que devido a nossa pressa, nosso pedido seja negado. O diabo geralmente tenta nos distrair, procura nos convencer a lutar no campo de batalha dele e concentrar-nos no inimigo ao invés do agradar ao Rei Jesus.

6. Para que buscar metade do reino, se podemos ter o Rei? Se tivermos o Rei, então todo o reino será para nós. Portanto, precisamos deixar nossa dor, nossa preocupação com o inimigo em segundo plano, nosso primeiro pedido deve ser apenas pelo Senhor.

7. Deus nos surpreende sempre, mas, é necessário é ter paciência, esperar até as coisas se tornarem suportáveis e passíveis de solução, até que possamos enxergar as surpresas, aguardando o Seu poderoso agir.

8. Um dos maiores transtornos em nossa vida é não saber e nem querer esperar alguma coisa ou algum acontecimento desejado ou necessário. Por causa da nossa impaciência, da nossa pressa, da nossa ansiedade, do imediatismo, torna a nossa espera dolorosa.

9. Um erro é não esperar nada, outro é não saber esperar. Uma tentação que sempre nos vence é o deixar de esperar, abandonar a esperança, e, intrometer-nos, resolver a questão de qualquer modo, assumir a responsabilidade de providenciar o que estava nas mãos de Deus.

10. A rainha Ester nos ensinou que é preciso esperar numa atitude de confiança e tranquilidade para o agir de Deus que castigará o nosso inimigo, pois Ele está acima de toda a história.

11. Qdo tiver de enfrentar um inimigo sem princípios, peça ao Senhor coragem invencível: qdo as coisas ficam difíceis, e o inimigo aparece sem ser chamado, invadindo a nossa festa com o Senhor, não devemos nos distrair. Acima de tudo, não devemos deixar que este problema nos impeça de adorar ao Rei.

12. Assim como a rainha Ester devemos manter-nos firmes na presença de nosso mortal inimigo, agradando ao Rei Jesus, pois nossos inimigos se tornam inimigos Dele, enquanto aguardamos a oportunidade dada por Ele para vê-los derrotados e envergonhados.

13. Prepare-se em oração, pedindo que o Senhor lhe conceda coragem necessária para enfrentar toda a situação conforme a vontade Dele. Coisas extraordinárias acontecem com a nossa coragem enquanto esperamos.

11. Ao invés do nosso medo aumentar, ele diminui. Ao invés de perdermos o ânimo, nos sentimos confiantes. O Senhor ganha maior importância aos nossos olhos. Sua presença sobrepuja as circunstâncias ameaçadoras, intimidantes, que de outra forma nos imobilizariam ou paralisariam os nossos pensamentos.

conclusão

1. Qdo nós focamos na coisa errada, estamos, em verdade, adorando a coisa errada, isto porque estamos dedicando tempo e fé a ela. A preocupação sempre glorifica o problema, ao mesmo tempo em que diminui o valor, o poder e o potencial da solução.

2. Estamos numa época em que a agressão espontânea e imediata parece ser o certo. Devemos evita-la porque essa abordagem traz grandes doses de vingança. Outra maneira é a atitude medrosa, que resulta em frustração, falta de determinação e amargura mal resolvida.

3. Seguindo a estratégia da rainha Ester, devemos ter longo período de oração, tempo de reflexão em que nos colocamos na mira do ataque inimigo, conhecendo bem a intenção dele, e, escolhendo bem as palavras a serem ditas no tempo certo, dirigido pelo Senhor.

4. Além do mais, se aprendermos a adorar ao Rei Jesus enquanto o inimigo está assentado à nossa mesa, se aprendermos a prestar atenção apenas no Rei, esquecendo o inimigo que está em nossa frente, então venceremos. Que Deus nos abençoe, amém!




Por: Pr. Roberto Brito
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